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    Ninho do Gavião da Serra


    Foto de Sebastião Salgado.


    Um dia, gastos, voltaremos

    A viver livres como os animais

    E mesmo tão cansados floriremos

    Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

    O vento levará os mil cansaços

    Dos gestos agitados irreais

    E há de voltar aos nossos membros lassos

    A leve rapidez dos animais.

    Só então poderemos caminhar

    Através do mistério que se embala

    No verde dos pinhais na voz do mar

    E em nós germinará a sua fala.


    (Sophia de Mello Breyner e Andresen)




    Escrito por Júlio Cesar Góes às 11h04
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    VIVI, OLHEI, LI, SENTI

    The Reader (Young Woman Reading a Book), Pierre-Auguste Renoir, 1876.


    “Vivi, olhei, li, senti, Que faz aí o ler, Lendo, fica-se a saber quase tudo, Eu também leio, Algo portanto saberás, Agora já não estou certa, Terás então de ler doutra maneira, Como, Não serve a mesma para todos, cada um inventa a sua, a que lhe for própria, há quem leve a vida inteira a ler sem nunca ter conseguido ir mais além da leitura, ficam pegados às página, não percebem que as palavras são apenas pedras postas a atravessar a corrente de um rio, se estão ali é para que possamos chegar à outra margem, a outra margem é que importa, A não ser, A não ser, quê, A não ser que esses tais rios não tenham duas margens, mas muitas, que cada pessoa que lê seja, ele, a sua própria margem, que seja sua, e apenas sua, a margem a que terá que chegar…”


    (trecho de A Caverna,  José Saramago )




    Escrito por Júlio Cesar Góes às 03h45
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