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    UMA ESPÉCIE DE CANÇÃO

    Saxifraga caesia


    Que a cobra fique à espera sob

    suas ervas daninhas

    e que a escrita se faça

    de palavras, lentas e prontas, rápidas

    no ataque, quietas na tocaia,

    sem jamais dormir.


    - pela metáfora reconciliar

    as pessoas e as pedras.

    Compor (Idéias

    só nas coisas) Inventar!

    Saxífraga é a minha flor que fende

    as rochas.


    (de William Carlos Williams, tradução:  José Paulo Paes) 



    Escrito por Júlio Cesar Góes às 15h43
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    EL HOMBRE IMAGINÁRIO

    El hombre imaginario

    vive en una mansión imaginaria

    rodeada de arboles imaginarios

    a la orilla de un río imaginario

    De los muros que son imaginarios

    penden antiguos cuadros imaginarios

    irreparables grietas imaginarias

    que representan hechos ima­ginarios

    ocurridos en mundos imagi­narios

    en lugares y tiempos imagina­rios.


    Nicanor Parra



    Escrito por Júlio Cesar Góes às 20h05
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    E a relação cotidiana se transforma em um martírio...

    Exatamente. Há uma série de situações em que o convívio com o outro, no Brasil, é um episódio tenso. Na Europa ou nos EUA, na hora em que abre o comércio, você compra qualquer coisa com uma nota de US$ 20 ou de 50 euros, e o atendente lhe dá o troco. No Brasil, você entra na loja, no ônibus ou no táxi, no início do dia, e ninguém tem troco. O taxista sai de casa para trabalhar sem um centavo no bolso, sem o capital de giro básico. E, se o cliente só tem R$ 50 para pagar uma corrida, ele fica furioso. Nos acostumamos a enxergar o outro como um estorvo. Essa relação só não vira guerra porque a gente, defensivamente, evita o outro, ignora a existência do outro, o que explica as pessoas pararem no meio do saguão atrapalhando todo mundo. Você só percebe a existência do outro quando ele te incomoda.


    Renato Janine Ribeiro



    Escrito por Júlio Cesar Góes às 19h30
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